Podia acabar por aqui, só pelo título. Já tava mal. Mas o fim de Lost fez-me pensar nos fins e nos meios.
O Macgyver era prazer instantâneo a cada episódio. O mesmo com o Justiceiro. Sim, os cabelos eram azeiteiros mas ainda me lembro das músicas e da ansiedade ao ver o genérico e da minha avó achar mal eu não ir à missa para ver aquelas coisas.
O formato de Lost era diferente, com continuidade em que cada episódio alimenta o seguinte.
Existe o prazer da procura e existe o prazer da descoberta. No Lost, acontece muito do 1º e pouco do 2º, enquanto que o formato Macgyver ou Seinfeld ou Friends aposta no 1º e no 2º a cada episódio. Qual rende mais?
Se não é uma questão comercial, então é um estilo ou uma forma de contar a história. Concluí que há personalidades mais orientadas à constante procura e outras menos. A mim, chega a irritar-me a "never ending story", o prazer platónico que não finda. Será a busca da imortalidade? Não estou à procura da resposta óbvia - a complexidade é muito mais aliciante.
Com o Lost, sinto que gozaram comigo. Se era para lançarem pormenores propositadamente para não os explicarem, sinto agora um vazio e fico sem saber se foi génio dos autores ou fraca inteligência. É brilhante criar enigmas para não os resolver? Demasiado filosófico para um físico. Não acho brilhante nem filosófico criar enigmas pseudo físicos ou quase matemáticos para no fim, haver uma boa cena de pancada e desatar tudo aos beijos porque o amor é lindo.
Eles vêm gigantes eu vejo moínhos.
Valeram muito os ajuntamentos dos amigos, a tradição criada e as discussões, teorias, hipóteses, todas as conversas. No fim, quando se junta toda a gente, revi o grupo de amigos também junto e só por causa disso, o Lost foi fixe.
sábado, maio 29, 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)